Me passa

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Sentados à mesa
Me passa o pão
Me passa a manteiga
Empurra o coração

Tens medo que este eu não queira comer
Ela não me passa
Fica ao meu lado
Rutilando seu meu seu ser
Regando com talante nossa graça
Dentro do sol de bule molhado

Vida tropeçada na manhã de domingo
Uma pantomima de castigo
Por ter vencido a janela aberta
Que ilumina o silêncio da paz estendida

Sobre a mesa
Beijo o sobrolho
Sempiterno sabor cereja
Dentro do amor fora do sonho

Para calendário cozer
E retina querer
Me passa
O que vai ser

Tiago André Vargas
16.02.2014




Imagem de Maria Mery


Tiago André Vargas

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Pesadelo de camaleão é que tem só uma cor.

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