Ego por ego

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Caminhe insolente moça com o corpo esculpido pelo diabo, ande pelas travessas da glória insensata e efêmera enquanto a legião de equídeos te saúda, te aspira e com um desejo magnificamente humano te transforma em um império do ego, uma torre tão alta, forte e robusta que tornar-te-á inconcebível, despertando sempre a paixão forte e incontrolável de saltar pelo abismo, de morrer na tentativa.

Alimente-se destes infames, cresça ainda mais tua torre e encoste no céu, toda via quando o sol cair e a noite chegar, solitários ventos fortes podem surgir e tua frágil estrutura balançar. Mas você é forte, você é implacável, você crê que o mundo paira sobre tuas mãos errantes, queria eu dar-te um nome.

Queria eu poder saber quais palavras dizer para derrubar esta torre e você me olhar nos olhos, de frente e de mesma estatura, apenas para dizer-te a linda escória que és. Não diga nenhuma palavra. Você não tem culpa, você só aprendeu a respeitar este trato, minha criança levada de boca fechada sempre interessante, eu sei que é assim que você gosta, é minha ignobilidade que te encanta, de outra forma, aborrecida se afastaria por ser apenas mais uma pedra do teu castelo.


Autoria de Tiago André Vargas
Postado em 24.11.2010
Escrito não se sabe quando



Tiago André Vargas

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Pesadelo de camaleão é que tem só uma cor.

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