Bata a porta

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Cuspa na minha cara, bata essa porta e saia gritando demônios pelo corredor. Pule soltando grunhidos agudos, histeria é algo que em dose certa desperta o interesse de um bom filógino. Mas não olhe para o nada com essa cara. Essa cara mesmo. O ódio e o amor caminham juntos e enquanto você louca esbravejar, eu estarei a um passo como um felino a espera do momento de pular sobre você, te calar com um beijo e arrancar tuas roupas. Agora, o olhar no infinito eu não posso suportar, ele carrega o peso da indiferença e esta sempre foi a maior de todas as ofensas... Com ela não tem briga que termina em amor com fervor e nem DR que termina em risos com guerra de almofadas... O olhar indiferente é um convite a se retirar, daqueles que você não tem opção, apenas baixa a cabeça e vai embora devagar, torcendo para escutar um “espera”, que não irá acontecer.
Portanto, ao sair da minha vida, bata a porta. Primeiro em sinal de respeito, pois assim saberei que de fato não me és indiferente e portanto, algo por mim há de sentir. Caso eu seja esperto ou te ame o suficiente, teu braço vou agarrar assim que a porta se fechar. Caso não aconteça, fizeste bem em ir embora. Bata a porta.

Autoria de Tiago André Vargas




Tiago André Vargas

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Pesadelo de camaleão é que tem só uma cor.

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