Quando

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Quando você abrir os olhos, me chame
Quando eu aparecer, me converse
Quando eu não falar, me concerte
Quando eu não calar, me beije
Quando eu te beijar, me provoque
Quando eu te implorar, me ignore
Quando eu te conduzir, me siga
Quando no chão te encontrar, me arranhe
Quando na cama te deitar, me ame
Quando o amor for tudo, me cante
Quando a voz não for suficiente, me olhe
Quando teus olhos não conversarem com os meus, me lembre
Quando eu não puder te reconhecer, me deixe

Então o tempo fará um comprimido amargo. Tome-o quando estiver pronta. Somente quando.

Quando você abrir os olhos, me veja
Quando eu aparecer, não me reconheça
Quando eu não falar, grite
Quando eu não calar, ensurdeça
Quando eu te beijar, me tapeie
Quando eu te implorar, me chacoteie
Quando eu te conduzir, me empurre
Quando no chão te encontrar, me chute
Quando na cama te deitar, me derrube
Quando o amor for tudo, diga que isso é para dementes
Quando a voz não for suficiente, permaneça indiferente
Quando teus olhos não conversarem com os meus, permaneça ausente
Quando eu não puder te reconhecer, sorria contente

Então o tempo fará um comprimido doce. Tome-o quando estiver pronta. Somente quando.

Autoria de Tiago André Vargas

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Tiago André Vargas

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Pesadelo de camaleão é que tem só uma cor.

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